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  • Cecília Andalaft

A oportunidade do Brasil no pós-pandemia (parte2)

Saída de multinacionais da China pode ser chance para o Brasil, enfim chegar ao futuro

Felippe Hermes

Há dezenas de grandes empresas globais buscando maneiras de não depender da China em sua cadeia de produção. Apenas em 2019, foram nada menos do que 50 grandes empresas americanas saindo do gigante asiático.

Companhias como Google, Apple, HP, que se acostumaram a produzir por lá e aproveitar dos ganhos de escala e custos baixos, agora buscam reinventar sua cadeia de suprimentos. Segundo o diretor do conselho econômico da Casa Branca, essa é uma medida que tende apenas a acelerar nos próximos anos. O Japão também já anunciou que irá trazer de volta suas empresas.

Esse movimento não era novidade, mas por outros motivos: entre 2005 e 2015 o salário médio de um trabalhador chinês subiu de US$ 1,50 por hora para US$ 3,30 por hora (sim, os chineses hoje ganham em média 15% mais do que brasileiros – e a diferença está aumentando). Mas o que já era uma tendência tornou-se uma necessidade em função da pandemia.

Sem qualquer surpresa, destinos como o Vietnã e Taiwan estão ganhando destaque. Países que fizeram a lição de casa e buscaram melhorar sua educação, segurança jurídica e estabilidade política.

Mas o Brasil tem muitas oportunidades na infraestrutura e é o 4º destino global de investimentos. Deveria haver um consenso nacional sobre como melhorar nosso ambiente de negócios, diminuindo os juros subsidiados e aumentando a segurança os credores, melhorando nossa educação e saúde e saindo da solução fácil e nada inteligente de aumentar os impostos como remédio para nossas grandes mazelas.

Nada disso, porém, nos impede de seguirmos uma agenda de reformas que atue em frentes micro e macro. Trata-se da única alternativa do Brasil enquanto país, para quem sabe um dia, chegar ao futuro.

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