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  • Cecília Andalaft

CORONAVÍRUS: DESAFIOS PÓS-PANDEMIA

A pandemia que estamos atravessando teve começo e meio, mas não terá um fim rápido. Como todas as outras que vieram anteriormente ela perderá sua força aos poucos, provavelmente por via social (quando grande parte da população for imune ao vírus). A capacidade de transmissão de uma gripe comum é de 1,3 contra 3 vezes a da covid-19. Em dez ciclos, a gripe comum salta de uma para 14 pessoas. O coronavírus salta de uma para 54 mil.

O fato é que estamos em uma guerra contra um inimigo que pouco entendemos até aqui.

Vamos demorar para sair do isolamento social, seja ele mais ou menos rígido e já que a covid-19 nos obrigou a rever hábitos e processos, o melhor a fazer é abraçar as mudanças e avançar no trabalho online, na educação à distância e na telemedicina.

Os hábitos e as tecnologias digitais vão fazer parte da vida das pessoas e das empresas com intensidade ainda maior do que faziam. Sairão mais fortes aqueles que souberem aproveitar melhor as oportunidades, seja por possuírem mais recursos financeiros e humanos ou por serem mais ágeis e criativos.

A tecnologia digital será essencial para superar a pouca oferta em educação e saúde no Brasil, principalmente nas regiões mais remotas. No ensino básico e, em certa medida,  no médio, a presença física do professor continuará sendo importante, entretanto os jovens estão buscando cada vez mais conteúdo gratuito como vídeos didáticos e exercícios online, principalmente ao se preparar para o Enem e o vestibular. No ensino superior, aulas online poderão beneficiar estudantes que não conseguem bancar o alto custo de mudar-se para outra cidade para estudar. É claro que essas mudanças dependem da aceitação e adaptação de escolas e universidades.

Aqui uma ressalva importante. Alunos que não possuem acesso à internet ficarão cada vez mais distantes da economia global.

No setor médico, os problemas de saúde, em sua maioria podem ser prevenidos ou solucionados à distância nos locais onde não há postos de atendimento. A presença do médico seria importante periodicamente e fundamental apenas em casos mais graves.

No setor econômico, o retorno das empresas às atividades deverá ser lento e repleto de incertezas. Teremos que lidar com a profunda recessão após a epidemia passar, com grave crise econômica e maior desemprego.

No Brasil, um estudo publicado em parceria por médicos brasileiros e ingleses atribui 31 mil mortes ao aumento do desemprego no país entre 2012 e 2017.

O ano de 2020 não será nada fácil. Daqui pra frente, cabe ao país lidar com todos os problemas e tentar evitar que a situação piore.

Fontes:

https://fundacaofhc.org.br

https://www.infomoney.com.br/autor/felippe-hermes


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