• Cecilia Andalaft

Economia: O que esperar em 2018?


O governo está prevendo um crescimento de 3% para este ano. Se realmente isso se concretizar, será o melhor desempenho da economia desde 2013. Os piores anos foram 2003, 2015 e 2016, quando a economia teve crescimento negativo causando um impacto visível na queda dos investimentos, do consumo e no aumento do desemprego.

Segundo economistas, para que o país comece a sair desta grave recessão iniciada em 2015 será necessário esperar até 2020 ou 2021 pelo menos. Poderemos observar em 2018 e 2019 uma pequena melhora das atividades econômicas que ainda não significa retomada do crescimento e sim um início de recuperação depois de uma recessão tão profunda.

Veja as previsões dos economistas para emprego, inflação e taxa básica de juros em 2018:

-A taxa de desemprego começou a cair em 2017 e haverá novo aumento na oferta de empregos. O desemprego, que alcançou 13% em 2017 deverá ficar em torno de 11% até o final de 2018. A expectativa é de que todos os setores da economia apresentem recuperação mesmo que em ritmo lento. O desemprego continuará alto entretanto a tendência daqui para a frente é sua diminuição.

-A inflação, que reduziu drasticamente o poder de compra da população, foi controlada em 2017 e deverá permanecer sob controle durante todo este ano. A previsão é de que haverá um leve aumento de preços e os itens que podem subir são os alimentos e bens industriais. Essa contenção dos preços foi devido à ociosidade das indústrias e ao desemprego.

-A taxa básica de juros deve continuar baixa, o que significa menores juros ao pegar um empréstimo no banco ou comprar um eletrodoméstico, por exemplo. Isso deve levar as famílias a um consumo maior contribuindo positivamente para a recuperação da economia.

Apesar do otimismo dos economistas, para este ano não devemos esperar grandes mudanças no panorama geral. Dois fatores principais estão gerando incertezas, o primeiro são as complicadas negociações que estão acompanhando as reformas econômicas desde o início, especialmente a da previdência, e o segundo é a possível instabilidade que a disputa eleitoral pode ocasionar no mercado financeiro (este ano haverá eleição presidencial), o que no fim das contas jogará para 2019 a possibilidade de mudanças maiores.

Fonte:economia.uol.com.br


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