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  • Cecília Andalaft

Estas profissões podem acabar até 2030 (ao menos para os humanos)

Tecnologias que já existem hoje prenunciam intensa transformação do mercado de trabalho no futuro e vão decretar o fim de carreiras e profissões tradicionais.

A automatização é certa e a substituição de humanos por softwares será rápida, sobretudo, em países mais desenvolvidos, como Japão, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos. Estudo da PwC indica que até um terço dos postos de trabalho nestes países podem ser ocupados por robôs até 2030. Foram ouvidos dois especialistas da AAA (plataforma especializada em tecnologia, inovação, disrupção e economia transformadora), Arthur Igreja e Allan Costa, que consideram que com as Redes Neurais e a Inteligência Artificial o trabalho robotizado irá muito além das tarefas repetitivas e que máquinas podem aprender um conhecimento extremamente específico e também aprender a tomar decisões.

A pedido do Site Exame, ambos elaboraram uma lista com 10 profissões que vão acabar até, no máximo, 2030 e justificam os motivos. Confira:

  1. Piloto de avião: Atualmente, na maior parte do tempo sistemas computadorizados já pilotam as aeronaves. A interferência humana acontece especialmente nas etapas de decolagem e pouso, mas diversas empresas já fazem testes de aviões 100% autônomos.  Estudos apontam que a economia anual pode ser de até 35 bilhões de dólares por ano (estimativas da UBS) caso grande parte dos voos comerciais sejam feitos sem a presença de pilotos humanos.

  2. Anestesista: A gigante Johnson & Johnson desenvolveu o robô Sedasys que aplica com sucesso anestesias em pacientes que serão submetidos a procedimentos simples. O custo por procedimento cai de US$ 2.000 para US$ 150 e um médico é capaz de acompanhar múltiplos procedimentos em paralelo assim como acontece nas cirurgias com robôs. Os testes já foram feitos em 4 hospitais americanos.

  3. Analista de investimento: Um terço das vagas de trabalho nos bancos de investimento em Wall Street desapareceram desde o ano 2000. Pessoas ao telefone comprando e vendendo ações estão sendo substituídas por robôs que operam em alta frequência (algoritmo capaz de entender as condições do mercado e tomar decisões de investimento rapidamente) e que hoje já representam 50% das operações diárias no mercado norte americano.  

  4. Engenheiro de software: Profissionais escassos e com altos salários especialmente no Vale do Silício. Ainda estamos na era da transformação digital dos negócios e isso requer exércitos de programadores entretanto estamos entrando na era onde a inteligência artificial e os frameworks de programação em alto nível permitem que software gere mais software. Desta forma, devemos ter uma gradual redução na demanda por engenheiros de software.

  5. Contadores e auditores: Duas profissões que podem ser automatizadas em grande escala. A brasileira Contabilizei é um exemplo de disrupção nesta área (a startup é considerada a empresa contábil mais inovadora do mundo segundo a Fast Company). Com o uso de criptomoedas e registro de operações em Blockchain, o conceito de contabilidade desaparece, visto que todas as transações são públicas e tecnicamente impossíveis de serem fraudadas. O mesmo vale para auditores”.

  6. Headhunter e recrutador (RH): Algoritmos de inteligência artificial substituirão a busca tradicional por currículo. Robôs são capazes de avaliar fotos, vídeos, posts e e-mails de pessoas e fazer a correspondência entre o que a empresa procura e qual o melhor candidato.

  7. Assistente jurídico: Soluções que utilizam inteligência artificial, apoiadas no Watson, da IBM, por exemplo, já conseguem realizar tarefas repetitivas de análise de processos e termos jurídicos com eficiência e precisão muito maiores do que quando as mesmas tarefas são realizadas por seres humanos.  assistentes jurídicos, principalmente em início de carreira, que realizam as tarefas repetitivas inerentes à atividade jurídica, fatalmente, serão substituídos por soluções de inteligência artificial.

  8. Repórteres e jornalistas: Sites de conteúdo poderão existir, no futuro próximo, sem nenhum humano envolvido na produção deste conteúdo.

  9. Analistas financeiros: Analistas humanos não conseguem mais competir com softwares de análise financeira que usam inteligência artificial e que podem ler e reconhecer tendências em dados históricos para prever movimentos futuros de mercados.

  10. Corretores de seguro e analistas de risco: A quase totalidade do que corretores de seguro e analistas de risco fazem hoje já pode ser feito por computadores utilizando big data e machine learning. Realização de cotações, cálculos de prêmio e custos de apólice, avaliação de riscos individuais e coletivos, ganham em eficiência e robustez, em termos de base de dados de referência, quando softwares parametrizáveis colocam nas mãos do segurado as possibilidades de simulações e contratação dos seguros de forma automatizada. E, à medida em que novas ferramentas incorporem inteligência artificial, o processo decisório na realização de um seguro será completamente automatizado, tornando os profissionais em questão obsoletos.

Fonte: exame.com

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